quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Mercado Gospel e seus Troféus

Melhor cantor do ano, melhor álbum, melhor clipe, melhor música, cantor revelação, melhor banda e outras, são tantas as categorias que vemos sendo destacadas nesses concursos “gospeis”, mas vendo tudo isso me veio uma pergunta meio “besta” pra alguns: pra que isso mesmo heim??

Fico pensando no que isso edifica, pois uma das intenções desse concurso é saber a opinião do público quanto aos candidatos às categorias; as pessoas são instigadas a votar freneticamente em seu candidato favorito enquanto este fica pedindo voto em suas redes sociais. No final os vencedores se arrumam bem bonito e vão receber o prêmio enquanto os outros concorrentes derrotados (ou como queiram ser chamados) assistem chupando o dedo. Então eu pergunto, pra que isso mesmo heim??

Longe de mim dizer que são estes endemoniados ou coisa parecida! Quero dizer que estes estão em sua plena faculdade mental, e sabem muito bem o que representa concursos como estes, nada! Nada que edifique a Igreja, ou que glorifique a Cristo mais do que o anonimato. Justificam-se em dizer que isto é o reconhecimento pelo esforço e trabalho, que a Igreja está sendo reconhecida, o evangelho está sendo anunciado, que Deus está honrando suas vidas (de novo?!!), que a música evangélica brasileira está dando um salto! Pra mim é só um concurso, que beneficia muitíssimo os investidores, é só capital!

Já pensou se a vida cristã fosse um concurso? O melhor Pregador! O melhor Profeta! O melhor Levita! O apóstolo revelação!

Como Deus é bom, Ele não quer isso de nós! Ele escolheu os fracos e confunde os fortes, exige de nós apenas santidade, apenas sermos parecidos com Cristo. Cristo não andou concorrendo entre os melhores para ganhar os aplausos do público, não investiu em mega produções para que sua mensagem fosse impactante, pelo contrário, era simples, humilde, rejeitado, humilhado, não havia beleza física, mas conseguiu atrair o maior publico que a humanidade já viu.

Seu concurso foi para a Crucificação, Cristo ou Barrabás? Concorreu para ser envergonhado e não pediu voto, foi livremente por que lhe era destinado, foi calado, pensando em mim e em você caro cantor, para que hoje nós pudéssemos fazer canções falando de sua vida, morte e ressurreição, para que hoje cantássemos sua Glória e seu Poder, para que cantássemos sua vinda, suas promessas e nosso destino com Ele.

Pena que hoje belas vozes, com belas canções estejam envolvidas em coisas tão pequenas. O vislumbre do mercado Gospel invade os corações de quem possuem dons ou habilidades artísticas, para Deus não há melhor cantor ou melhor canção. Nosso troféu vem do céu, Cristo é o nosso Troféu, é Ele que devemos exibir, o mundo é que vive em concurso, brigando pela melhor posição, mas nós não, nós já somos MAIS que VENCEDORES em Cristo Jesus Nosso Senhor!

Minha oração é para que nossa cosmovisão transforme os pensamentos e não nos acomodemos com o presente século!


 
Priscilla Mesquita

domingo, 17 de outubro de 2010

Uma crítica aos críticos

postado por Felipe F. Inácio

Dentro do cristianismo atual, tem surgido dois grupos que se apresentam neste contexto. O grupo dos que distorcem o Evangelho e o dos que tentam consertá-lo. No entanto, muitos dos que compõem este segundo grupo utilizam de uma crítica desprovida de um real fundamento, ou seja, muitos destes criticam por criticar sem que haja amor para com o próximo, sem que haja solução ao problema e sem notar alguns pontos positivos de uma determinada posição contrária a nossa. Parece meio contraditório o que se pretende escrever por meio deste artigo e dentro deste blog. Porém, tudo que há exageros, radicalismo cego e falta do “ser cristão” deve sempre ser combatido. E é por isso que agora resolvemos apontar a arma para nós mesmos.

A apologética sempre foi uma ferramenta muito útil no Cristianismo. A defesa do Evangelho foi e sempre será função de todo cristão que ama a Palavra de Deus. No entanto, além de amar o Verdadeiro Deus e sua Palavra devemos também amar o nosso próximo. Se o apologeta se preocupa somente em destruir, denegrir e envergonhar o oponente ele estará mais parecido com o nosso adversário do que com um proclamador do Evangelho. A tarefa primordial da apologética cristã é a defesa da Fé, mas esta defesa deve conter a resposta ao dilema do homem e o amor à vítima de engano. Mas será que é isto que alguns apologetas fazem? Será que não são apenas críticos sem a menor consideração pela vida do homem?

Estes cristãos que brincam de gangorra, na qual nunca se estabiliza em uma posição moderada, têm levantado uma bandeira que não se sabe se é do cristianismo ou se é de um bloco de carnaval. O pecado se mostra como um ator que assume diferentes personagens. E uma dessas máscaras é a falsa apologética que é cheia de orgulho, egoísmo, falta de amor ao próximo e de compromisso com a verdade. A falta de amor ao próximo se reflete em não tentar saber porque ele chegou a determinada posição. O que fez com que ele se desviasse do caminho verdadeiro. E a resposta sempre culminará em um pensamento pecaminoso e é a este que devemos atacar. Devemos nos revoltar por o coração humano sempre querer se aproximar do pecado e mesmo o homem sendo o agente ele também é vítima desse estado, para relembrar a metodologia de um dos maiores apologetas do século XX , Francis Schaeffer, devemos fazer com que o disperso da verdade leve as últimas conseqüências a sua forma de pensar e a partir daí mostrar o caminho da obediência à verdadeira Fé.

No afã da crítica muitos também, não percebem os seus próprios fundamentos. Por exemplo, alguém que critica a Teologia da prosperidade e diz que o crente deve ser pobre, não percebe que a Bíblia não condena as riquezas, mas sim o amor a estas. Muitos criticam os falsos pastores que usam de corrupção dentro da Igreja, e adotam uma postura anti-ofertas, sem se preocupar com as reais necessidades financeiras de um ministério genuíno. Outros criticam os exageros de grupos como Diante do Trono e outros similares, mas no momento de adoração, recusa-se a demonstrar qualquer emoção, sendo indiferente quanto a adoração ao Soberano Criador. Assim, essas pessoas de tanto criticar já não sabem mais onde depositar sua confiança, quais os seus fundamentos, apresentando-se muitas vezes criticando suas próprias crenças. Há momentos em que o “apologeta” cria uma aversão tão grande a um determinado oponente que tudo que este fala, parece ser cheio de engano. E mesmo que fale algo verdadeiro, o crítico desconfiará achando que dentro desta verdade se apresenta a mentira, não parando pra pensar no que o indivíduo quis dizer e só tomando conclusões precipitadas.

Devemos repensar acerca de nossa apologética, Quem somos? Quais os nossos objetivos? Que valor tem a vida daquele a quem consideramos o nosso oponente? Para isso devemos relembrar os fundamentos básicos de nossa crença, como o amor ao próximo, a busca da resposta ao dilema humano e o reconhecimento de que os efeitos noéticos do pecado afetaram gravemente a forma de pensar do homem. Em nossa mente, a apologética deve servir a um único propósito, que é o da evangelização, o do “fazei discípulos”, mesmo que estes se digam discípulos de Cristo, mas o negam em atitudes. Portanto, nossa metodologia deve ser o amor a Verdade e ao próximo, nosso objetivo, a Salvação da alma.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Preservando a Promessa de Salvação


postado por: Antonio Ronys

Existe uma batalha espiritual constante em todo cristão verdadeiro, uma vez que a velha natureza procura reinar na vida de todo bom servo do Senhor. Mas sobre a importância desse assunto nem sempre estamos ligados e vigilantes. Como é conflitante a idéia de termos que lutar contra nós mesmos. Contudo, fazer vista grossa para o pecado, como se ele fosse um mal necessário, é uma forma correta de viver segundo o Espírito?Somos tão fortes que mesmo vivendo segundo a inclinação da carne, podemos vencê-la a qualquer instante?

O Cristão e sua constante Batalha

Paulo é bem enfático em afirmar que não somos mais devedores da carne, conseqüentemente somos devedores do Espírito Santo(Rm8.12). No v.13 ele adverte com mais severidade a indolência dos crentes: “se viverdes segundo a carne morrereis...”. O apóstolo fala pra igreja de Éfeso sobre a necessidade do cristão despir-se do velho homem para em seguida vestir-se de um novo homem (Ef 4.22-24). É preciso que nos esvaziemos do pecado, pois ele nos impede de termos a plenitude do Espírito.

Como é agonizante para um cristão sincero não viver esta plenitude. A urgência em abandonar o pecado é uma tarefa obrigatória, o nosso dever como cristão é mortificá-lo, ou o pecado tirará nossa paz, gozo e vida. Ele age como um parasita que insiste em sugar o sangue da vítima para sobreviver. Os cristãos de hoje devem valorizar a disciplina, domínio próprio e uma vida santa, e isso não é uma opção, mas um dever.

Vejamos o que Paulo tem a dizer em 1 Co 9.27:” Mas esmurro o meu corpo e faço dele meu escravo, para que, depois de ter pregado aos outros, eu mesmo não venha a ser reprovado”, perceba bem o quanto ele valorizava a prática da santidade e como estava preocupado em dignificar seu chamado.

Agora pare por um instante sua leitura e pondere no que foi lido até agora. O que você tem feito para renunciar a si mesmo? Que valor você tem dado as promessas de Deus? Não se engane! Se não lutarmos estaremos perdendo para nosso inimigo. A analogia que Paulo faz de um atleta que muito se esforça para ganhar uma simples e momentânea honra, ilustra bem a luta de todo cristão contra o pecado, “Todos os que competem nos jogos se submetem a um treinamento rigoroso, para obter uma coroa que logo perece...”(1Co9.24-25).

Todo cristão fiel tem uma bendita e eterna promessa de salvação que vale muito mais do que se possa imaginar. Se tivermos tal promessa como uma máquina propulsora, então precisamos preservá-la. Não troque um valioso diamante por algumas bolas de gude. Pense, pense bastante...

O Espírito como principal agente santificador

“Mas, se, pelo Espírito, mortificardes os feitos do corpo, certamente vivereis.” O Espírito ao qual o Apóstolo se refere não é outro, senão o Espírito Santo. Mortificar os feitos do corpo é atividade que não ocorre à parte do Espírito. O cristão não pode gloriar-se achando que é auto-suficiente, pois é sempre pelo poder do Espírito de Deus. Ele opera a santificação no homem de modo pleno. Se tentarmos viver uma vida santa sem o Espírito Santo, não passaremos de homens legalistas.

O crente tem três grandes adversários: O mundo, o diabo e nossa própria carne. Essa quadrilha não dá trégua e o diabo é o grande articulador disso tudo. Ele usa o externo (mundo) para nos enganar e quanto mais perto estivermos da zona de perigo, mais vulneráveis estaremos. O inimigo coloca combustível nos corações dos homens usando o mundo. Evitar o lugar da tentação, evitar dialogar com o tentador são ótimas maneiras de vencermos as astutas ciladas do maligno.

Quando lemos Gn 3.6 podemos perguntar: o que fazia Eva perto da árvore proibida? Quando entramos na zona de perigo fica difícil sairmos ileso. Na oração dominical nos é ensinado “ não nos deixe cair em tentação...” Infelizmente para alguns cristãos que ainda não se deram conta da realidade e tratam o pecado de maneira leviana, cairão certamente nos laços do diabo. Para alguns cristãos o pecado é como um veneno doce, se alguém engolir irá morrer, mas muitos preferem apreciar o sabor agradável ao paladar. Pessoas assim estão vivendo por um fio.

Há pessoas que se encontram nesse estado e que até oram a Deus, mas se orarmos pedindo a Deus que nos livre do pecado e não fugirmos do mesmo é como colocar a mão no fogo e pedir a Deus que não a deixe queimar. O cavalo não nos leva a nenhum lugar se não tiver arreios, nem o vapor ou o gás movimenta qualquer coisa se não forem confinados ou nenhuma queda d’água se transforma em energia elétrica se não for canalizada. Assim, nenhuma vida tem um grande crescimento se não for disciplinada, concentrada e dedicada.

Conclusão

Devemos estar em constante alerta, com bem sintetizou Herry Ward: “muitas vezes as tentações grandes e abertas são as mais inofensivas porque chegam com bandeiras trêmulas, tambores rufando e todas as suas armas em à vista. Sabemos, assim que estamos diante de inimigos que querem nos causar dano e nos preparamos para encará-lo e resistir a eles. Nosso pior inimigo é aquele que nos surpreende e entra sorrateiramente em nossas defesas” Lembre-se que fomos alistados para uma batalha e que nesse cenário a santidade não é uma inserção de conflitos, mas a vitória por meio delas. Que Deus possa nos ajudar nessa caminhada e que no fim possamos falar como Paulo “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a Fé.” (2tm 4.7)


quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Como devemos Orar?

Lembro-me de certa vez quando reunidos no quintal de nossa casa eu e meus irmãos, após uma oração em grupo, estavamos satisfeitos, tinhamos acabado de orar.

Mas, Deus fala conosco e diz, "Agora quero que orem ".

Ficamos pensando, se o que tinhamos acabado de fazer não era uma oração.

Oramos novamente e por estas palavras nossos corações se quebrantaram.

Entendemos que o sentido da oração não é o que dizemos ao Pai, mas como chegamos diante DEle, ou como queremos ser vistos por Ele naquele momento.

Entendemos a soberania de Deus na salvação completa da nossa alma e vimos a Glória de Deus manisfesta nisso.


“Não oraremos de uma maneira correta a menos que a preocupação por nossa própria salvação e zelo pela glória de Deus sejam inseparavelmente entrelaçados em nossos exercícios.” [João Calvino, O Livro de Salmos, Vol 3, p.259]
Por,
Priscilla Mesquita

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Para Refletirmos


“Não fechemos, pois, por nossa desumanidade, a porta da misericórdia de Deus, a qual se apresenta a nós tão liberalmente.”

“Os homens jamais encontrarão um antídoto para suas misérias, enquanto, esquecendo-se de seus próprios méritos, diante do fato de que são os únicos a enganar a si próprios, não aprenderem a recorrer à misericórdia gratuita de Deus.” [João Calvino, O livro do Salmo, Vl 1, (Sl 6.4), pp.128,129.]


postado por,
Priscilla Mesquita